terça-feira, 25 de junho de 2013
segunda-feira, 17 de junho de 2013
PRIMEIRA SESSÃO DE INICIAÇÃO DA ARLS:. UNIVERSITÁRIA LEÔNIDAS PEREIRA MENDES
Fundada em 13 de Janeiro de 2012, a ARLS:. UNIVERSITÁRIA LEÔNIDAS PEREIRA MENDES - Or:. de Cuiabá-Mt, realizou dia 15.06.2013 a sua primeira Sessão de Iniciação, trazendo para o seu seio, seis valorosos Irmãos.
V:.M:. Antônio Padilha de Carvalho
O Venerável Mestre: Antônio Padilha de Carvalho, após a cerimônia iniciática, deu as boas vindas aos familiares dos iniciados, explicando que a Maçonaria é na verdade uma escola do aprimoramento intelectual, moral e espiritual do indivíduo, para combater os vícios e preconceitos, as superstições e ignorância, o fanatismo, o egoísmo, as ambições, o despotismo. Que a Maçonaria luta em prol da felicidade do homem, pela ereção do Templo da Virtude, para honra e glória do Grande Arquiteto do Universo, que é DEUS.
A Cunhada Adelaide Carvalho de Castro esteve presente à Cerimônia sendo recebida pela 1ª Dama da Loja Universitária Teresinha Maria das Graças.
O ingresso do
candidato na Instituição Maçônica constitui o princípio mais importante
previsto em toda sua legislação, pois é o passo primeiro para sua vivência na
Fraternidade.
Uma vez iniciado, jamais deixará
de ser maçom. Haja o que houver!
Os familiares dos Novos Irmãos estiveram presentes no Salão de festas da Loja Maçônica Acácia do Rio Abaixo, em Santo Antônio de Leverger-Mt, onde aconteceu a Iniciação.
Nenhum Cidadão integra a Sublime
Ordem ex-officio, ou seja, sem que algum maçom regular o apresente e afiance
seus predicados morais, além de outras exigências contidas no Artigo Terceiro
do Código Landmarks de Mackey: crença do Ser Supremo do Universo, vida
post-mortem, bons costumes, amante da liberdade com responsabilidade e cultivo
da moral e ética.
A cunhada Salustra Graças recebe da 1ª Dama e Mãe, um arranjo de flores como lembrança do momento maçônico
Etimologicamente, a palavra iniciar, do latim initiare – in, para o interior e ire, ir, caminhar – exprime a ideia de caminhar para dentro de algo, ir em direção ao seu interior para começar uma nova atividade que, na Sublime Ordem é tornar-se um Filho da Luz, saindo das trevas que é a vida profana. Esse momento de ingresso faz surgir para o iniciado uma nova vida voltada para seu aperfeiçoamento espiritual, intelectual e material, mas também direcionado ao amor fraterno, ajuda aos necessitados na medida do possível (filantropia), tolerância, respeito ao próximo.
O Ir:. Vankley ladeado pela cunhada Adelaide Castro e pela sobrinha Laura Graças que representou a sua esposa Antonielle Siqueira.
No mais absoluto sigilo, o processo de iniciação começa com a
proposta de um cidadão por um mestre maçom. Efetuam-se diversas investigações.
Só pessoa de destacadas características é desejada e introduzida na ordem
Maçônica numa cerimônia especial determinada a testar seu valor.
O Ir:. Luis Carlos Pinto de Oliveira e Cun:. Sandra Regina de Figueiredo Gomes Oliveira, recepcionada pela cun:. Ivania do Rosário.
No dia de sua iniciação o maçom inicia uma jornada que durará o
resto de sua vida. Passa a construir a si próprio por utilizar-se das
ferramentas que estão espalhadas pelas oficinas maçônicas.
A Cun:. Marta Esteves dos Santos, esposa do Ir:. Olegário de Souza Neto, recebendo das mãos da Cun:. Cida o buquê de flores.
Desbastar a pedra bruta é tarefa individual que os Maçons
perseguem nem tanto em sentido estrito da moral e da ética, porém, mais na
dimensão da elevação espiritual e aprimoramento de caráter em seu sentido mais
lato. As lascas, o cascalho, que caem neste trabalho são os defeitos e
imperfeições, como preconceitos, ignorância, fanatismo, orgulho, e outros.
E só depois de disciplinada e diligente atividade no desbaste de
sua pedra bruta é que o iniciado vai encontrar, lá dentro de si, o espírito, a
alma, o transcendental.
A Cun:. Eliane Campos Botelho Ribeiro oferece à Cun:. Rosângela Garcia, esposa do Ir:. Anderson Rossini Pereira, o ramalhete de flores em nome da Maçonaria Universal.
A Iniciação tem como objecto conduzir o indivíduo até ao
Conhecimento por meio de uma iluminação interior, projecção e apreensão no
centro do Eu humano da luz transcendente. Constitui o verdadeiro "baptismo
maçónico". É o começo de uma vida nova. É através da iniciação que um
indivíduo recebe os primeiros conhecimentos de uma sociedade secreta que se
chama Maçonaria, ingressa na Ordem, transformando-se em Irmão e inicia a
aprendizagem dos segredos da Maçonaria, saindo das "trevas" para a
luz.
A Cun:. Alini D. Colman esposa do Ir:. Lincoln Ribeiro Taques, recebeu da Cun:. Maria de Fátima as rosas maçônicas com votos de felicidades pela entrada do casal ao mundo Maçônico.
As iniciações Maçónicas vêm, ao longo dos anos, sendo associadas aos chamados Antigos
Mistérios.
Os mistérios de Mitra, de Ceres, dos Essênios, têm sido
colocados como pontos de partida para as iniciações Maçónicas.
A iniciação é um processo continuo que tem como finalidade proporcionar o desenvolvimento da qualidade de Maçon. Nenhum Irmão deve pensar que a partir do momento do cerimonial, passa de Neófito para Maçon. A iniciação não é um processo de revelação repentina. É o inicio de um caminho de aprendizagem através dos tempos no qual nos vamos tornar uns verdadeiros maçons.
A iniciação é um processo continuo que tem como finalidade proporcionar o desenvolvimento da qualidade de Maçon. Nenhum Irmão deve pensar que a partir do momento do cerimonial, passa de Neófito para Maçon. A iniciação não é um processo de revelação repentina. É o inicio de um caminho de aprendizagem através dos tempos no qual nos vamos tornar uns verdadeiros maçons.
A iniciação apenas nos oferece os instrumentos para o
nosso aperfeiçoamento e transformação.
O método da iniciação é uma via essencialmente intuitiva.
Esta é a razão porque a franco-maçonaria usa símbolos - um símbolo é uma imagem
sensível utilizada para exprimir uma ideia oculta, mas analógica - que servem
para provocar a iluminação através da aproximação analógica Esta linguagem
tradicional, imemorial e universal permite estabelecer, através do tempo e do
espaço, a relação adequada entre o sinal e as ideias.
Que o Grande Arquiteto do Universo ilumine e guarde os iniciados
em nossos augustos mistérios!
O que vieste aqui fazer?
O
G:.A:.D:.U:. se revela pelas suas obras!
Em
toda parte e em todos os tempos, e se lançarmos o olhar em torno de nós
mesmos, sobre as obras da natureza, notamos a providência, a sabedoria, a
harmonia que consiste em cada canto e recanto do universo.
Quem
somos nós? Por que estamos aqui? O que viemos aqui fazer? Quais são as nossas
crenças sobre a vida?
Há
milhares de anos os Homens Maçons vêm sendo aconselhados a se interiorizar para
obter respostas a essas perguntas. Mas o que significa se interiorizar?
Dentro
de nós existe um poder capaz de amorosamente nos dirigir para uma saúde
perfeita, relacionamentos perfeitos, carreiras profissionais perfeitas e que
pode nos trazer prosperidade em todas as áreas. Para possuir isso, nós primeiro
temos de acreditar na possibilidade dessa perfeição. Em seguida, devemos dispor
dos padrões que criam as condições indesejáveis. Conseguimos isso a partir da
interiorização e ligação com o Poder Maior, o G:.A:.D:.U:.
Deus
nos criou simples e ignorantes, ou seja, sem conhecimento, porém, nos dotou de
recursos a que podemos adquirir pouco a pouco a ciência, conduzindo -nos a
perfeição relativa.
Nossas
mentes estão sempre ligadas a uma Mente Única e Infinita e, portanto, todo o
conhecimento e sabedoria estão disponíveis para nós a qualquer momento.
Somente
com suavidade, paciência e calma, conseguimos esculpir o nosso íntimo,
realizando a reforma de nossas almas com o objetivo de encontrar felicidade.
Somente
com suavidade, paciência e calma, conseguimos esculpir o nosso mundo,
realizando sua modificação para melhor.
O
martelo que destrói está nas críticas cruéis, nas palavras grosseiras que saem
de nossas bocas e ferem a auto-estima das pessoas à nossa volta.
Enquanto
a doçura da água está nos conselhos edificantes, na atenção e paciência com que
ouvimos a alguém, nas palavras de estímulo, no elogio animador.
O
martelo destruidor está no acúmulo da culpa em nosso coração, na auto-exigência
desequilibrada, na falta de amor próprio.
A
docilidade da água está na compreensão de nossas dificuldades, no auto-perdão,
e na disposição constante para corrigir os nossos erros.
Em
nossos dias, na análise de nosso comportamento, de nossas ações, lembremos
sempre da delicadeza da água moldando as rochas através dos tempos.
Procuremos
conquistar a paciência e a tranqüilidade, certos de que são virtudes dinâmicas,
que nos fazem seres pacíficos.
Onde
a dureza só faz destruir, a suavidade consegue esculpir.
A
suavidade, a delicadeza, são o amor expresso nas pequenas coisas, nos gestos
aparentemente simples, mas que revelam nossa preocupação com o próximo.
O
G:.A:.D:.U:. criou leis justas e sabias. Ele deu o suficiente e necessário para
nos melhorarmos.
Façamos
exercícios de introspecção, passemos a nos conhecer, tomar ciência de nossa
personalidade, assim teremos condições de nos avaliarmos melhor.
Somos
seres perfectíveis, está inserido em nós a essência divina, porém, pelo
esforço próprio, haveremos de obter as conquistas necessárias de qualquer
natureza, especialmente as que realmente nos são valiosas tais como:
compreensão, tolerância, perdão, pacificação, afabilidade...
Somos
espíritos em evolução buscando o conhecimento, cada um agindo de acordo com o
grau de entendimento que lhe é próprio, com a consciência propulsora de
suas ações, buscando sempre a perfeição.
Se
o Homem conhecesse o futuro negligenciaria o presente e não agiria com a mesma
liberdade na construção do mesmo.
É
justamente o que construirmos hoje que será a construção do nosso amanhã. Por
isso estamos aqui.
Somos
os únicos que podem salvar o mundo. Ao nos juntarmos em uma causa comum,
encontramos as respostas. Devemos sempre nos lembrar de que existe uma parte de
nós que é mais do que nosso corpo, mais do que nossa personalidade, mais do que
nossa doenças, mais do que nosso passado. Ela é nosso cerne, o puro espírito.
Ele é eterno. Sempre foi e sempre será.
Estamos
aqui para amar a nós mesmos e amarmos uns aos outros. Agindo assim,
encontraremos respostas que nos curarão e curarão o planeta. Estamos
atravessando uma época extraordinária. Tudo está mudando. Talvez nem conheçamos
a profundidade dos problemas, mas encontraremos soluções para eles.
Somos
espírito. Somos livres. Nós nos ligamos em um nível espiritual e sabemos que
esse nível nunca poderá ser tirado de nós. No nível do espírito, somos todos um
só. E somos livres. E assim é.
E
se alguém lhe indagar: O que vieste aqui fazer?
Referências
JORNAL
FRATERNIDADE - EDIÇÂO nº 11 ANO II - SET-OUT/2003;
Louise
Hay, O Poder dentro de você; Editora Best Seller – 4ª Edição – Círculo do Livro
– São Paulo-SP – 1991;
Momento
Espírita (www.momento.com.br) Redação do Momento Espírita, com base em
Yomaktub.
COMO RECONHECER UM MAÇOM!
Zanizor Rodrigues da Silva
Comungamos
com as propostas do estudioso Ir:. W.S.S.,
quando assevera que para “ser reconhecido Maçom podemos até por um
simples PIM na lapela. Por isso nossa preocupação deve
ser: Que qualidade de Maçom sou reconhecido? Um Maçom
de ouro ou um Maçom apenas dourado (ou nem isso...)?
Maçons existem que se acomodam, julgando que, atingindo o grau de Mestre
estão na plenitude maçônica. Na verdade, considerando a Maçonaria
Simbólica é o último grau. Porém, não se pode dizer com isso
sejam ‘justos e perfeitos’, vez que o desbaste da pedra bruta
somente termina com a nossa ida para o Oriente Eterno. Assim sendo,
triste do Maçom que aposenta seu Maço e seu Cinzel.
Porque a construção de nosso Templo interior só termina com o final de nossa
vida material. E não é suficiente somente esquadrejarmos a
Pedra Bruta. Necessário se faz também deixá-la bem polida.
Diz o L:.L:. que fomos criados à imagem do G:.A:.D:.U:.
(Gên. 1,26); porém a semelhança precisa ser conquistada. O
desbaste da nossa pedra bruta, poderá resultar numa ‘obra de arte’ ou num
‘monstrengo’. Se o monstrengo for o resultado final, o Criador nos irá
arguir: “É isto que me apresenta no final de sua caminhada”?!
Nossa responsabilidade vai além do próprio desbaste. Precisamos
ajudar os Irmãos na caminhada, não só com nosso bom exemplo, como
alertando os acomodados para um melhor desempenho maçônico.
Não basta ser reconhecido Maçom. É preciso também ser
reconhecido como MISSIONÁRIO, como autêntico CONSTRUTOR SOCIAL.
As duas horas templárias são importantíssimas para recarregarmos nossas baterias. Assim, não devemos faltar às reuniões da nossa Loja. Até como desculpa, alguns dizem que já fazem maçonaria, fora do templo. Ótimo. Isso é um dever de todo bom maçom. Mas não o isenta do comparecimento às Reuniões.
Alguns dizem que não vai à Loja, porque as reuniões são da mesmice.
Ora, se a Loja entrou numa mesmice a culpa é de todos e de cada um.
Use-se então o Saco de Propostas e Informações, não para
criticar mas para sugerir melhoras. O bom Maçom participa de
tudo de sua Loja, de suas decisões, de seus projetos. O bom Maçom
não se distancia de seus Irmãos; a prática da fraternidade se faz
com o bom convívio (Sl 133).
Quando falo aos Aprendizes costumo perguntar ‘quem é o responsável pela
Loja’ e a maioria deles dizem ser o Venerável Mestre. Apontando para
ele(s) afirmo: O responsável é você. Somos todos nós.
Talvez muitos Mestres não digam que a responsabilidade da Loja seja
do Venerável, mas pensam e agem como se assim o fossem. Por
isso não acham grave faltar às Reuniões, motivo porque algumas
Lojas têm até abatido colunas.
Seria bom cada um contemplasse o ‘OLHO QUE TUDO VÊ’, a onisciência
divina, e refletisse: “Como me vê o G:.A:.D:.U:.? Um maçom
responsável, presente, participativo, fraterno, preocupado com o bom
desempenho da Maçonaria?”
O progresso na maçonaria também se consegue pelo estudo, pela pesquisa,
pela apresentação de Peças de Arquitetura. Quem assim faz
aprende sempre mais e enriquecem também os outros com seus
conhecimentos partilhados. (“A luz que tu levas para
alguém, vai iluminar-te também”). Não faz sentido Mestre que não
ensina.”
Precisamos também, fora dos nossos templos, demonstrarmos quem somos nós, através da necessária Gentileza Urbana. O bom exemplo de cidadão deve ser nossa meta.
“Dar um bom exemplo não custa nada
e tem impactos positivos. Pequenas ações fazem o dia a dia
ficar mais leve e feliz, como dizer
“bom dia”, “por favor” e “obrigado”. O cidadão que dá
bom exemplo é aquele que tem atitudes
positivas não só no trabalho e na rua, para que as pessoas vejam, mas também dentro de casa, sem esperar nenhum
elogio.
Estimular o hábito de leitura dos filhos será muito mais fácil se os
próprios pais gostarem de ler e
fizerem isso com frequência. O mesmo princípio vale para a alimentação. A
criança aprende em casa, com a
família, sobre a importância de
ingerir comida saudável, como frutas, verduras e legumes.
Pequenos gestos são contribuições importantes à coletividade
O bom exemplo de
cidadão
é aquele que também se preocupa com o meio ambiente: apaga as luzes ao sair de casa, fecha bem as torneiras e separa o
lixo para reciclagem. Ele está preocupado
com o planeta em que as pessoas viverão dentro
de anos, décadas e séculos, mesmo que não
esteja mais presente para conhecer as gerações futuras.
Ler muito, comer direito, apagar as luzes ao sair...
Isso tudo envolve ações que podem ser vistas. Mas mesmo as coisas
“invisíveis” têm efeitos positivos, como estar de bom humor e receptivo às pessoas que nos
cercam. Ser carinhoso com a mulher ou o marido,
além de fazer bem para o casal, é uma
forma de ensinar valores de gentileza aos filhos.
As crianças, aliás, só se transformarão em adultos gentis se tiverem um bom
exemplo dentro de casa, se fizerem parte de uma família na qual todos se tratam bem. O cidadão
deve ter paciência e tolerância com
seus filhos. Crianças e adolescentes
estão numa fase de descobrimento. Se forem tratados com carinho, esses jovens cidadãos
passarão adiante todas as boas lições que aprenderem.”
Zanizor Rodrigues da Silva
Referências:
domingo, 16 de junho de 2013
OS ENSINOS DE JESUS E OS PRINCÍPIOS MAÇÔNICOS
*Antônio Padilha de Carvalho
"Pedreiro Livre" Arte Plástica de Jovelina Tavares Salomão - Acervo e foto: Padilha
Quando examinamos
a vida de Jesus, descobrimos haver ele de fato praticado tão fielmente o que
pregava, haver vivido tão semelhantemente à sua própria exaltada concepção do
que faria Deus se Deus fosse um homem. Da mesma sorte, nós homens-maçons,
buscando seguir as orientações da Maçonaria Universal, veremos o quanto são
parecidos os princípios que norteiam nossos trabalhos e os ensinamentos do
Cristo.
Jesus Cristo, o Mestre dos Mestres, ensina as pessoas que nas
falhas e lágrimas se esculpe a sabedoria; ensina a todos a contemplar as coisas
simples e a navegar nas águas da emoção. Ele ensina a não ter medo de viver e a
superar os momentos mais difíceis da nossa história; ensina que a vida é o
maior espetáculo no teatro da existência; ensina que os fracos julgam e
desistem, enquanto os fortes compreendem e têm esperança.
Todas as obras humanas constituem a resultante do pensamento
das criaturas. O mal e o bem, o feio e o belo viveram, antes de tudo, na fonte
mental que os produziu, nos movimentos incessantes da vida.
O Evangelho de Jesus consubstancia o roteiro generoso para
que a mente do homem se renove nos caminhos da espiritualidade superior,
proclamando a necessidade de semelhante transformação, rumo aos planos mais
altos. Não será tão somente com os primores intelectuais da Filosofia que o
discípulo iniciará seus esforços em realização deste teor. Renovar pensamentos
não é tão fácil como parece a primeira vista, uma vez que demanda muita
capacidade de renúncia e profunda dominação de si mesmo, qualidades que o homem
não consegue alcançar sem trabalho e sacrifício do coração. Pensar é criar.
A Maçonaria é
uma instituição filosófica cuja finalidade é a propagação de sua doutrina que
tem como princípios basilares a igualdade, a liberdade e a fraternidade,
buscando aplicar esses ensinamentos às suas atividades sociais e políticas em
benefício da sociedade em que vivemos.
O mundo não vai muito bem e nele ainda predomina o mal, mas
para a sua melhora é imprescindível que todos os homens, sem distinção de
nascimento, nacionalidade ou religião, façam esforços para se aperfeiçoar.
Os homens maçons não são perfeitos nem se pretende que o
sejam. Todavia, em razão de seu ideal e de sua filosofia, esforçam-se para se
aperfeiçoar, não somente para progredir na senda de sua própria evolução
espiritual, mas também para contribuir para o bem-estar alheio. Assim, eles são
simultaneamente espiritualistas e humanistas, sendo o humanismo, na verdade,
uma forma de espiritualidade.
O Mestre Jesus ensina e mostra que os seres humanos não são
perfeitos e que decepções, frustrações e perdas sempre acontecerão; ensina que
Deus é o artesão do espírito e da alma humana; ensina que da mais longa noite
surgirá o mais belo amanhecer, basta esperar, sem medo.
Jesus apresentava-se como esperança aos aflitos. Ensinava a
todos um novo Testamento, melhoria da antiga lei, fraternidade entre os homens,
pois todos eram filhos de Deus; o fim das velhas rixas, de contendas
sanguinolentas e ódios; perdão constituía a resposta às desavenças raciais e
religiosas; amor para cicatrizar todas as feridas. Essa lição de tolerância foi
seu primeiro ensinamento público.
Os princípios da maçonaria baseiam-se em sentimentos de
profundo amor pela família, pela pátria, respeito ao próximo e a vontade
pessoal de viver uma vida virtuosa.
Jesus não freqüentou escola, era um simples carpinteiro, mas,
para nossa surpresa, expressou as funções mais ricas da inteligência: era um
especialista na arte de pensar, na arte de ouvir, na arte de expor e não impor
idéias, na arte de refletir antes de reagir.
O Mestre teve sua existência pautada por desafios, perdas,
frustrações e sofrimentos de toda ordem. Ele tinha todos os motivos para sofrer
de depressão durante sua trajetória de vida, mas não a manifestou; pelo
contrário, era alegre e seguro no território da emoção. Tinha também todos os
motivos para ter ansiedade, mas não a demonstrou; pelo contrário, era tranqüilo,
lúcido e sereno.
Por meio das idéias simbólicas e de alegorias ensinadas pelos
rituais e livros, o maçom aprende os princípios do Amor Fraternal, da
Assistência e da Lealdade.
Diante das mais dramáticas situações, Jesus demonstrou ser o
Mestre dos Mestres da escola da vida. Os sofrimentos, em vez de abatê-lo,
expandiam sua sabedoria. As perdas, em vez de destruí-lo, refinavam-lhe a arte
de pensar. As frustrações, em vez de desanimá-lo, renovavam-lhe as forças.
Uma filosofia, seja ela qual for, é sempre um esforço do ser
humano para conhecer-se a si mesmo e definir sua posição no conjunto das coisas
e dos seres que o cercam, com o objetivo de extrair desse conhecimento uma
norma de conduta.
Os maçons não são seres perfeitos, também são passíveis de
erros e imperfeições. No entanto, em razão do ideal e da filosofia que
desenvolvem, esforçam-se de maneira continuada em busca da perfeição, não
somente para progredir na senda de sua própria evolução espiritual, mas também
para contribuir para o bem-estar alheio.
Jesus nunca desistia de ninguém, por mais que o frustrassem.
Sob seu cuidado afetivo, as pessoas começaram a contemplar a vida por outra
perspectiva.
Os homens maçons têm consciência de que estão neste planeta a
fim de cumprir uma missão, reconhecendo a sua natureza divina, expressando sua
latente perfeição nos seus comportamentos.
Investigar a personalidade de Jesus Cristo nos fará assimilar
mecanismos para expandir nossa qualidade de vida e prevenir as mais insidiosas
doenças psíquicas da atualidade: a depressão, a ansiedade e o estresse.
Caso o homem possuísse o domínio das leis que governam o
Universo, a filosofia seria uma ciência exata. Na ausência de bases mais
sólidas, alicerçam-se as diferentes filosofias em certos postulados
fundamentais. Adotar uma filosofia é admitir como verdade os seus postulados.
Cristo não apenas causou perplexidade nas pessoas mais cultas
da sua época como ainda hoje seus pensamentos e intenções são capazes de
perturbar a mente de qualquer um que queira estudá-lo em profundidade e sem
julgamentos preconcebidos.
A filosofia universal seria aquela cujos postulados fossem
tão amplos, tão gerais que satisfizessem ações da natureza humana, tantas são
as influências que do meio exterior recebe o espírito, que uma filosofia assim
seria tão vaga quão inexpressiva e inútil.
Via de regra, toda virtude tem uma contraparte negativa, pois
o ego, enquanto não é dominado, opõe-se à alma e cria uma contínua relação
conflituosa com ela. O orgulho prevalece em qualquer pessoa que não tenha
adquirido a humildade, quase sempre porque ela privilegia as aparências e a
imagem que passa de si mesma aos outros.
Jesus incendiou o mundo com a sua vida e sua história. Há
mais de dois bilhões de pessoas que dizem amá-lo, pertencentes a inúmeras
religiões.
A filosofia maçônica é uma filosofia espiritualista, ela
admite a evolução contínua e harmônica do Universo, sob leis imutáveis,
expressão de uma inteligência suprema, o princípio criador, a quem se denomina
Grande Arquiteto do Universo.
O Cristo usou cada segundo do seu tempo, cada pensamento da
sua mente e cada gota do seu sangue para mudar o destino não apenas do povo
judeu, mas de toda a humanidade. Ninguém foi como ele.
Os postulados maçônicos são tão amplos que se ajustam a
quaisquer doutrinas espiritualistas e, se não satisfazem também às concepções
materialistas, todavia não se chocam com aquelas que admitem a regência do
Universo por um sistema de leis imutáveis.
Jesus, por via de seus ensinamentos, aliviou a dor de todas
as pessoas que o procuraram ou que cruzaram o seu caminho, mas quando precisou
aliviar sua própria dor agiu com naturalidade, esquivou-se de usar o seu poder,
afirmando: “Foi precisamente para esta
hora que eu vim”. (JOÃO, 12:27)
O homem maçom procura sabiamente ajustar-se a harmonia que a
tudo preside no Universo, evitando os choques e atritos que causam a
infelicidade humana. Inicialmente, ele procura a harmonia interior,
disciplinando seus impulsos e sentimentos, burilando seu caráter, conquistando
o equilíbrio espiritual. Senhor de si mesmo, controla perfeitamente suas ações,
dominando suas paixões, seus instintos irracionais, seus impulsos egoístas.
Posto que assim amplos e aceitáveis por quaisquer espíritos
dotados de senso comum, nem por isso erigem os postulados maçônicos em dogmas
intangíveis, não constituem limites à livre investigação da verdade, porquanto
a própria maneira de os compreender e interpretar é suscetível de evolução no
íntimo de cada um.
Os homens maçons empreendem a aventura de estudar Jesus.
Evoluindo espiritualmente, o maçom aprende a desprezar as
ambições puramente materiais que perturbam a paz interior e o fazem
insatisfeito, frustrado e infeliz.
O objetivo do Mestre de Nazaré era romper o cárcere
intelectual dos seres humanos estimulando-os a serem livres no território da emoção.
Por isso, expunha suas idéias e nunca as impunha.
Assim, dominado o ego,
fácil é conquistar a harmonia com o mundo exterior, porque o maçom sente-se
integrante do Universo como peça necessária, e não como simples espectador, ou
mesmo adversário de tudo e de todos. Os impulsos vão cedendo lugar aos
altruísmos e o ajustamento vai se tornando cada vez mais espontâneo, a
integração cada vez mais perfeita; é a felicidade a que devemos aspirar.
Jesus convida a todos os seres humanos a pensar nos mistérios
da vida.
A procura da harmonia com o mundo exterior gera o sentimento
de fraternidade, expressão de
solidariedade, do amor do indivíduo por seus semelhantes e é um modo de ser que
se traduz por solidariedade, tolerância e lealdade.
É fácil reagir e pensar com lucidez quando o sucesso bate à
porta, mas é difícil conservar a serenidade quando as perdas e as dores
existenciais invadem a vida de cada um. Muitos, nessas situações, revelam
irritabilidade, intolerância e medo. Se quiser observar a inteligência e a
maturidade de alguém, não se deve analisá-las nas primaveras, mas nos invernos
de sua existência.
Muitas pessoas, incluindo intelectuais, comportam-se com
elegância quando o mundo as aplaude, mas perturbam-se e reagem impulsivamente
quando os fracassos e os sofrimentos cruzam as avenidas de suas vidas. Não
conseguem superar suas dificuldades nem sequer extrair lições das intempéries.
O equilíbrio espiritual gera, portanto, a conduta
altruística. Reciprocamente, a prática do bem, expressão de altruísmos,
reflete-se sobre o espírito fortalecendo-o e tornando-o mais estavelmente
equilibrado.
Jesus não se perturbou quando seus seguidores não
corresponderam às suas expectativas. Ele usou cada erro e dificuldade dos seus
íntimos não para acusá-los e diminuí-los, mas para que pudessem rever suas
próprias histórias.
A prática do bem é para o maçom a norma de ação natural, por
meio dela, ele se sente integrado no cosmos e conquista cada vez mais a paz
interior, que é a verdadeira felicidade.
O Mestre da Escola da Vida não estava muito preocupado em
corrigir os comportamentos exteriores dos mais próximos, mas empenhado em
estimulá-los a pensar e a expandir a compreensão dos horizontes da vida.
Para tornar sua doutrina mais facilmente assimilável, como
também para inspirar conceitos mais amplos, a Maçonaria transmite seus
ensinamentos por meio de símbolos. Cada maçom vê esses símbolos conforme o seu
grau de evolução, sem contudo, afastar-se dos fundamentos da doutrina. Assim,
todos poderão evoluir sem submeter-se a padrões excessivamente rígidos, sem
forçar o seu modo de ser, a medida que vão evoluindo vão encontrando horizontes
mais amplos e vastos, interpretações cada vez mais completas, mais amplas, mais
perfeitas. É uma integração evolutiva no conceito universal.
Cristo é amigo íntimo da paciência, sabe criar uma atmosfera
agradável e tranqüila. São estas suas palavras: “Aprendei de mim, pois sou
manso e humilde...” (Mateus 11:29).
Tal como em relação ao indivíduo, a doutrina maçônica deve
proporcionar à própria Ordem, considerada como um todo, uma norma de conduta.
Essa norma de conduta, para ser coerente com os fundamentos da doutrina, não
pode deixar de ser harmoniosa, pacífica, tolerante, paciente, construtiva. Longe
de preconizar a violência, a maçonaria não agride, apenas defende-se dos
ataques que recebe.
Quem vive sob o peso da culpa fere continuamente a si mesmo e
torna-se seu próprio carrasco. No entanto, quem é radical e excessivamente crítico
dos outros transforma-se em um “carrasco social”.
Nos terrenos sinuosos da existência é que a lucidez e a
maturidade emocional são testadas.
Infelizmente, os sentimentos egoísticos, opostos a harmonia
que a tudo preside no Universo, geram forças nefastas em luta constante contra
as forças do bem e, portanto, contra a maçonaria. Procurando manter as massas
na ignorância e na escravidão dos preconceitos, as forças egoísticas provocam
as manifestações de intolerância, ódio e injustiça, fomentam a exploração do
homem pelo homem, a tirania, as lutas sociais, as guerras e todas as demais
formas de atrito e choques que tornam a humanidade sofredora. Esta é a luta
permanente, que é a própria razão de ser da Ordem Maçônica.
Na Escola da Vida não há graduação. Nesta escola, o melhor
aluno não é aquele que tem consciência de quanto sabe, mas de quanto não sabe.
Não é aquele que proclama a sua perfeição, mas o que reconhece suas limitações.
Não é aquele que proclama a sua força, mas o que educa a sua sensibilidade.
Jesus possuía um conhecimento raro e secreto, divino ou espiritual
e parcialmente científico. Este conhecimento permitia-lhe posicionar-se com
envergadura e conhecimento de causa.
Jesus afirmou em várias ocasiões que os Grandes Mistérios, os
Grandes Segredos que ele ensinava a uns poucos em reuniões secretas não podiam
ser revelados às multidões, que seriam incapazes de compreendê-los.
É fácil mostrar serenidade quando a vida transcorre como um
jardim tranquilo, difícil é quando nos defrontamos com as dores da vida.
Não existem gigantes no território da emoção. Muitas vezes os
comportamentos são descabidos, desnecessários e ilógicos diante de determinadas
frustrações.
Começa-se a entender os
ensinamentos de Jesus e admirá-los quando efetivamente descobre-se a sua
dimensão. A liberdade passa a ser uma das dimensões que se busca. Um mestre
como ele preza demais a liberdade, e foi exatamente essa liberdade que veio
ensinar. Ele não deseja servos e sim amigos. Afirmou categoricamente: “Conhecereis a verdade e a
verdade vos libertará”. (João 8:32)
A liberdade de consciência e, portanto, de opinião, é
irrestrita. A liberdade de ação, contudo, é limitada pela liberdade alheia. A
liberdade do indivíduo não pode ferir os direitos de outrem, inclusive o
próprio direito de ser livre. A liberdade é, assim, subordinada ao bem-estar
coletivo. Para que a liberdade de crença e de opinião não crie dissensões no
seio da Ordem, a Maçonaria não permite discussões político-partidárias,
religiosas e sociais em seus trabalhos, nem manifestações de tal modo em seu
nome e sob a qualidade de maçom. É um antigo costume, embora não seja um Landmark.
Da mesma forma, a igualdade deve ser entendida como igualdade
de direitos em igualdade de condições, sem distinção de castas, raças ou grupos
sociais (políticos, religiosos, partidários etc.). A igualdade não é, portanto,
o nivelamento puro e simples dos indivíduos, pois estes diferem entre si pelo
seu valor, decorrente das qualidades pessoais. Cada um presta à coletividade
serviço de maior ou menor importância, merecendo, em retribuição, prerrogativas
correspondentes a sua função social.
Essa função social se apresenta por meio da fraternidade é a
expressão do amor ao próximo e da solidariedade humana. Tal como a igualdade, a
fraternidade pode ser entendida como nivelamento de indivíduos, ignorando-se a
diferenciação natural que decorre do mérito de cada um. A fraternidade exclui
aqueles mesmos preconceitos, aquelas mesmas distinções que a igualdade recusa,
mas faz tábua rasa do valor pessoal de cada um. A grande família humana, como
qualquer família, possui membros de maior ou menor valor social e reconhecer
esses diferentes valores é de primordial valia.
“A minha
doutrina não é minha, mas daquele que me enviou”, afirmou Jesus. (Jo–
7,16)
Os fatos são inflexíveis. A verdade sempre aparece, mesmo
quando ocultada ou disfarçada atrás de alegorias, parábolas e interpretações
estranhas.
Nas entrelinhas de suas mensagens, não importa em que forma
sejam divulgadas, ficam revelados, como que por meio de um véu, breves vislumbres
das verdades que o buscador é convidado a desvendar. E quando o estudante se
sente preparado ou revela seu preparo por meio de sua atitude, sua perseverança
e sua grandeza de espírito, então o mestre aparece e o caminho se abre diante
dele.
A Maçonaria proclama, como sempre o fez, desde sua
origem, a existência de um princípio criador, sob a denominação de Grande
Arquiteto do Universo; proclama a liberdade de consciência como sagrado direito
humano, não impondo limite à investigação da verdade, garantindo a liberdade e
exigindo de todos os seus membros a maior tolerância, honra o trabalho em suas
formas honestas e o tem por dever, a que nenhuma pessoa válida pode fugir das
suas obrigações; proscreve qualquer discussão sectária, de natureza política ou
religiosa, dentro de seus templos ou fora deles, em nome da Ordem; condena o
despotismo e trabalha, incessantemente, para unir a espécie humana pelos laços
do amor fraternal; impõe o culto à pátria, exige respeito absoluto a família e
não admite a menor ofensa nem a uma nem a outra; cada Loja é um templo sagrado,
sob cuja abóbada os homens livres e de bons costumes devem reunir-se
fraternalmente, procurando conseguir o bem da humanidade; todo pensamento
maçônico deve ser criador. Essa atitude mental engrandece o espírito e
fortifica o coração. Cada maçom, parte viva dos irmãos, concorrerá para
assimilar o ideal da Ordem e desenvolvê-lo na capacidade de sua inteligência.
A Maçonaria é acessível aos homens de todas as classes
sociais, crenças e convicções políticas, com exceção daquelas que privem o
homem da liberdade de consciência e exijam submissão incondicional a seus
chefes. Em seus templos aprende-se a amar e a respeitar tudo o que a virtude e
a sabedoria consagram, exigindo estudo meditado de seus rituais e a prática da
solidariedade humana. A maçonaria, por conseguinte, é uma instituição criada
para combater tudo o que atente contra a razão e contra o espírito de
fraternidade universal.
Os ensinamentos maçônicos, realizados por meio de
símbolos e de alegorias universais, induzem seus adeptos a se dedicar a
felicidade de seus semelhantes, não porque a razão e a justiça lhes imponham
esse dever, mas porque o sentimento de solidariedade é qualidade inata que os
tornam filhos do Universo e amigos de todos os homens.
Ser Maçom, Ser Cristão
Ser maçom é ser amante da Virtude, da Sabedoria, da
Justiça e da Humanidade, é ser amigo dos pobres e desgraçados, dos que sofrem,
dos que choram, dos que têm fome e sede de justiça e é propor como única norma
de conduta a busca do bem de todos e o seu progresso e engrandecimento.
O Mestre provou que suas doutrinas não eram apenas
filosóficas, religiosas, morais e éticas, mas que também tinham um valor
prático na vida cotidiana.
Ser maçom é querer a harmonia das famílias, a concórdia
dos povos, a paz do gênero humano, é derramar por todas as partes os esplendores
divinos da instrução, a educar a inteligência para o bem, conceber os mais
belos ideais do direito, da moralidade e do amor e praticá-los, além de levar à
prática aquele formosíssimo preceito de todos os lugares e de todos os séculos,
que diz, com infinita ternura aos seres humanos, indistintamente, do alto de
uma cruz e com os braços abertos ao mundo como a concitar-nos à prática do
preceito Maçônico: “Amai-vos
uns aos outros, formai uma única família, sede todos irmãos!”
Cristo ensinou aos seus discípulos a natureza das
enfermidades, sua causa e a maneira de tratá-las. Explicou-lhes como seria
falacioso depender exclusivamente de remédios e plantas, ou recorrer a
bruxarias, encantamentos e outras formas de tratamento, quando há um poder
divino que pode e deve se exercer através do homem e cuja essência é o poder
criativo que Deus usou no começo dos tempos para criar o Universo e tudo o que
existe acima e abaixo da Terra.
Ser maçom é esquecer as ofensas que nos fazem, ser bom,
até mesmo para com os nossos adversários e inimigos, não odiar a ninguém,
praticar a virtude constantemente, pagar o mal com o bem. Ser maçom é amar a
luz e aborrecer as trevas, ser amigo da ciência e combater a ignorância, render
culto à razão e à sabedoria, é praticar a tolerância, exercer a caridade, sem
distinção de raças, crenças ou opiniões, lutar contra a hipocrisia e o
fanatismo.
A senda para a vida eterna, os verdadeiros princípios da
imortalidade da alma, a purificação do corpo e do “eu interior”, a aquisição da
beleza espiritual, da força divina e da harmonização com Deus, eram algumas das
questões explicadas gradualmente por Jesus, tanto nas reuniões coletivas como
em instruções individuais. A lei do triângulo e o significado da Trindade,
temas fundamentais, eram tratados em todas as discussões filosóficas e nas
demonstrações físicas ou alquímicas das leis universais.
A Maçonaria é parte integrante da História Pátria e
Universal, os maçons sempre estiveram presentes nos grandes eventos, defendendo
a trilogia sagrada Liberdade, Igualdade e Fraternidade.
Assim lutaram e venceram os antigos maçons, assim lutam
hoje, assim lutarão amanhã os seus sucessores, empunhando essa mesma bandeira.
Trabalhando pela felicidade do gênero humano, os maçons
se consideram recompensados e realizados, pois servindo ao próximo estão
observando os ensinamentos da Sublime Instituição.
Todos aqueles que satisfizerem estes requisitos e
desejarem cerrar fileiras com os Apóstolos da Liberdade e Sacerdotes do Direito
deverão se comprometer a trabalhar pelo bem estar da Pátria e da Humanidade.
Aquele que for convidado e aceito será considerado
irmão, passando a fazer parte da grande Família Maçônica Universal.
As grandes verdades de que foram mensageiros alguns
seres humanos que por aqui passaram provieram de uma Fonte Divina, por meio de
visões, inspirações e impulsos. Eles revelaram essas verdades à humanidade
gradativamente, guiando-a por etapas para planos de existência cada vez mais
elevados e para a ampliação de sua consciência e compreensão.
O homem maçom, que efetivamente burila seu interior
buscando se conhecer melhor, na corajosa e edificante tarefa de combater o
despotismo, as tiranias, os preconceitos, as injustiças, a ignorância e os
erros, provendo o triunfo da Verdade, da Liberdade e da Justiça, pugnando pela
evolução do ser humano, o bem estar da Pátria e da Humanidade, levantando
templos à virtude e cavando masmorras ao vício, acaba por mostrar que a maçonaria
é: gentileza em casa; honestidade nos negócios; lealdade no trabalho; cortesia
na sociedade; compaixão e inquietação pelos doentes e infelizes; resistência às
adversidades; ajuda aos fracos; perdão aos arrependidos; amor ao próximo.
A maçonaria é uma filosofia de vida, ensinando-nos a bem
viver, mas acima de tudo, está a necessária reverência e amor ao Criador, que
chamamos de O Grande Arquiteto do Universo.
Por “Mistérios do Reino dos Céus” deve-se entender,
portanto, as verdades gloriosas do Evangelho, que somente os mais adiantados
discípulos podiam compreender naqueles tempos, ainda que apenas parcialmente.
Percebemos, portanto, que esses homens discerniam que a palavra “mistério”
refere-se a uma verdade superior.
Diferente do que muitos pensam, a maçonaria não é uma
sociedade beneficente ou securitária, ela não visa lucro nas suas ações ou
eventos. Todavia, são imensuráveis os serviços caritativos prestados por ela,
no esforço comum e na solidariedade de todos os irmãos, mesmo fora dos quadros de
suas lojas. Ela prega a fraternidade e o autodesenvolvimento e, através da
exemplificação dos princípios e preceitos da Ordem Maçônica, procura tornar
melhores os homens em suas fileiras.
Os ensinamentos da Maçonaria estão baseados em
princípios éticos, aceitáveis por todos os homens de bem. Entre seus preceitos
figuram o entendimento e a caridade para toda a humanidade. Apesar de
perseguida e discriminada muitas vezes, a Ordem Maçônica tem perseverado em sua
obra.
A Maçonaria proclama, orgulhosamente, que é composta por
homens que estão comprometidos a estender amor fraternal e afeição a todos, em
qualquer lugar, sem interferir nas crenças de qualquer um de seus membros,
sejam religiosas ou leigas, sem buscar obter vantagens para seus obreiros, do
ponto de vista profissional ou político.
Os discípulos de Jesus sabiam que estavam
sendo instruídos em mistérios secretos e doutrinas novas e, portanto, ainda
desconhecidas, e isto pode ser verificado nas palavras impressas no Novo
Testamento. Basta atentarmos nestas declarações de Jesus aos seus discípulos:
“A vós é dado conhecer os mistérios do Reino de Deus”; “Falamos da sabedoria de
Deus, oculta em mistério”; “E somos os depositários dos mistérios de Deus e
compreendemos todos os mistérios”; “Os mistérios que nos foram dados a
conhecer”; “Revelamos os mistérios ocultos no silêncio desde a noite dos
tempos”; “Preservando em pureza o mistério da fé” etc. Essas passagens e outras
de teor semelhante podem ser encontradas nos livros do Novo Testamento.
Para tornar o mundo melhor, não é preciso que todos os
seres humanos sejam perfeitos. Basta que cada um faça esforços para se
aperfeiçoar, o que implica em querer transmutar seus defeitos enquanto coloca
suas qualidades a serviço dos outros. Esse é o ideal ético que move os homens maçons.
Assim, uma vez conhecida essa
verdade, isto é, a importância do pensamento como poderosa força de atração
tanto do bem quanto do mal, deve o homem-maçon, em seu benefício e no daqueles
com quem convive, nortear a sua vida de modo a pôr em prática os conhecimentos
adquiridos na nossa Sagrada Instituição que em nada difere daqueles ensinados
pelo Rabi da Galiléia.
Antônio Padilha de Carvalho - M:.M:. da
ARLS Acácia do Rio Abaixo nº 35. Or:. Santo Antônio do Leverger – MT.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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Brasileira baseada na tradução em português). Portugal: Juerp, 1997.
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Rio de Janeiro: Editora Mandarino,1976.
CAMINO,
Rizzardo. Introdução à Maçonaria:
história, filosofia, doutrina, história da Maçonaria brasileira. Vol. II.
Rio de Janeiro: Aurora,1972.
COCUZZA, Felipe. A Maçonaria na evolução da humanidade.
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KARDEC,
Allan. O Evangelho Segundo o
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KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. 62ª ed. Rio de Janeiro: Federação
Espírita Brasileira – Departamento Editorial, 2004.
PORTO, A. Campos. A Igreja Católica e a Maçonaria. A decadência
do Catolicismo e a sua luta contra a Maçonaria, o Protestantismo e o Judaísmo.
2ª ed. Rio de Janeiro: Editora Espiritualista Ltda, 1957.
PRADO, Luiz. Ao pé das colunas. Coleção Maçonaria
Universal. Editora Mandarino; Rio de Janeiro: 1967.
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