segunda-feira, 17 de junho de 2013

COMO RECONHECER UM MAÇOM!



 

 Zanizor Rodrigues da Silva

 Comungamos com as propostas do estudioso Ir:. W.S.S., quando assevera que para “ser reconhecido Maçom podemos até por um simples PIM na lapela.  Por isso nossa preocupação deve ser:   Que qualidade de Maçom sou reconhecido?  Um Maçom de ouro ou um Maçom apenas dourado (ou nem isso...)?

Maçons existem que se acomodam, julgando que, atingindo o grau de Mestre estão na plenitude maçônica.  Na verdade, considerando a Maçonaria Simbólica é o último grau.   Porém, não se pode dizer com isso sejam ‘justos e perfeitos’, vez que o desbaste da pedra bruta somente termina com a nossa ida para o Oriente Eterno.  Assim sendo, triste do Maçom que aposenta seu Maço e seu Cinzel.   Porque a construção de nosso Templo interior só termina com o final de nossa vida material.  E não é  suficiente somente esquadrejarmos a Pedra Bruta.  Necessário se faz também deixá-la bem polida.

Diz o L:.L:. que fomos criados à imagem do G:.A:.D:.U:. (Gên. 1,26); porém a semelhança precisa ser conquistada.  O desbaste da nossa pedra bruta, poderá resultar numa ‘obra de arte’ ou num ‘monstrengo’.  Se o monstrengo for o resultado final, o Criador nos irá arguir:   “É isto que me apresenta no final de sua caminhada”?!

Nossa responsabilidade vai além do próprio desbaste.  Precisamos ajudar os Irmãos na caminhada, não só com nosso bom exemplo, como alertando os acomodados para um melhor desempenho maçônico.

Não basta ser reconhecido Maçom.   É preciso também ser reconhecido como MISSIONÁRIO, como autêntico CONSTRUTOR SOCIAL.
       
As duas horas templárias são importantíssimas para recarregarmos nossas baterias.  Assim, não devemos faltar às reuniões da nossa Loja.  Até como desculpa, alguns dizem que já fazem maçonaria, fora do templo. Ótimo.  Isso é um dever de todo bom maçom.  Mas não o isenta do comparecimento às Reuniões.

Alguns dizem que não vai à Loja, porque as reuniões são da mesmice.  Ora, se a Loja entrou numa mesmice a culpa é de todos e de cada um.  Use-se então o Saco de Propostas e Informações, não para criticar mas para sugerir melhoras.   O bom Maçom participa de tudo de sua Loja, de suas decisões, de seus projetos.  O bom Maçom não se distancia de seus Irmãos;  a prática da fraternidade se faz com o bom convívio (Sl 133).

Quando falo aos Aprendizes costumo perguntar ‘quem é o responsável pela Loja’ e a maioria deles dizem ser o Venerável Mestre.  Apontando para ele(s) afirmo:  O responsável é você.   Somos todos nós.

Talvez muitos Mestres não digam que a responsabilidade da Loja seja do Venerável, mas pensam e agem como se assim o fossem.  Por isso não acham grave faltar às Reuniões, motivo porque algumas Lojas têm até abatido colunas.

Seria bom cada um contemplasse o ‘OLHO QUE TUDO VÊ’, a onisciência divina, e refletisse: “Como me vê o G:.A:.D:.U:.?   Um maçom responsável, presente, participativo, fraterno, preocupado com o bom desempenho da Maçonaria?”

O progresso na maçonaria também se consegue pelo estudo, pela pesquisa, pela apresentação de Peças de Arquitetura.  Quem assim faz aprende sempre mais e enriquecem também os outros com seus conhecimentos partilhados.  (“A luz que tu levas para alguém, vai iluminar-te também”).  Não faz sentido Mestre que não ensina.”

Precisamos também, fora dos nossos templos, demonstrarmos quem somos nós, através da necessária Gentileza Urbana. O bom exemplo de cidadão deve ser nossa meta.

“Dar um bom exemplo não custa nada e tem impactos positivos. Pequenas ações fazem o dia a dia ficar mais leve e feliz, como dizer “bom dia”, “por favor” e “obrigado”. O cidadão que dá bom exemplo é aquele que tem atitudes positivas não só no trabalho e na rua, para que as pessoas vejam, mas também dentro de casa, sem esperar nenhum elogio.
Estimular o hábito de leitura dos filhos será muito mais fácil se os próprios pais gostarem de ler e fizerem isso com frequência. O mesmo princípio vale para a alimentação. A criança aprende em casa, com a família, sobre a importância de ingerir comida saudável, como frutas, verduras e legumes.
Pequenos gestos são contribuições importantes à coletividade
O bom exemplo de cidadão é aquele que também se preocupa com o meio ambiente: apaga as luzes ao sair de casa, fecha bem as torneiras e separa o lixo para reciclagem. Ele está preocupado com o planeta em que as pessoas viverão dentro de anos, décadas e séculos, mesmo que não esteja mais presente para conhecer as gerações futuras.
Ler muito, comer direito, apagar as luzes ao sair... Isso tudo envolve ações que podem ser vistas. Mas mesmo as coisas “invisíveis” têm efeitos positivos, como estar de bom humor e receptivo às pessoas que nos cercam. Ser carinhoso com a mulher ou o marido, além de fazer bem para o casal, é uma forma de ensinar valores de gentileza aos filhos.
As crianças, aliás, só se transformarão em adultos gentis se tiverem um bom exemplo dentro de casa, se fizerem parte de uma família na qual todos se tratam bem. O cidadão deve ter paciência e tolerância com seus filhos. Crianças e adolescentes estão numa fase de descobrimento. Se forem tratados com carinho, esses jovens cidadãos passarão adiante todas as boas lições que aprenderem.”

                                                                      Zanizor Rodrigues da Silva


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