Zanizor Rodrigues da Silva
Comungamos
com as propostas do estudioso Ir:. W.S.S.,
quando assevera que para “ser reconhecido Maçom podemos até por um
simples PIM na lapela. Por isso nossa preocupação deve
ser: Que qualidade de Maçom sou reconhecido? Um Maçom
de ouro ou um Maçom apenas dourado (ou nem isso...)?
Maçons existem que se acomodam, julgando que, atingindo o grau de Mestre
estão na plenitude maçônica. Na verdade, considerando a Maçonaria
Simbólica é o último grau. Porém, não se pode dizer com isso
sejam ‘justos e perfeitos’, vez que o desbaste da pedra bruta
somente termina com a nossa ida para o Oriente Eterno. Assim sendo,
triste do Maçom que aposenta seu Maço e seu Cinzel.
Porque a construção de nosso Templo interior só termina com o final de nossa
vida material. E não é suficiente somente esquadrejarmos a
Pedra Bruta. Necessário se faz também deixá-la bem polida.
Diz o L:.L:. que fomos criados à imagem do G:.A:.D:.U:.
(Gên. 1,26); porém a semelhança precisa ser conquistada. O
desbaste da nossa pedra bruta, poderá resultar numa ‘obra de arte’ ou num
‘monstrengo’. Se o monstrengo for o resultado final, o Criador nos irá
arguir: “É isto que me apresenta no final de sua caminhada”?!
Nossa responsabilidade vai além do próprio desbaste. Precisamos
ajudar os Irmãos na caminhada, não só com nosso bom exemplo, como
alertando os acomodados para um melhor desempenho maçônico.
Não basta ser reconhecido Maçom. É preciso também ser
reconhecido como MISSIONÁRIO, como autêntico CONSTRUTOR SOCIAL.
As duas horas templárias são importantíssimas para recarregarmos nossas baterias. Assim, não devemos faltar às reuniões da nossa Loja. Até como desculpa, alguns dizem que já fazem maçonaria, fora do templo. Ótimo. Isso é um dever de todo bom maçom. Mas não o isenta do comparecimento às Reuniões.
Alguns dizem que não vai à Loja, porque as reuniões são da mesmice.
Ora, se a Loja entrou numa mesmice a culpa é de todos e de cada um.
Use-se então o Saco de Propostas e Informações, não para
criticar mas para sugerir melhoras. O bom Maçom participa de
tudo de sua Loja, de suas decisões, de seus projetos. O bom Maçom
não se distancia de seus Irmãos; a prática da fraternidade se faz
com o bom convívio (Sl 133).
Quando falo aos Aprendizes costumo perguntar ‘quem é o responsável pela
Loja’ e a maioria deles dizem ser o Venerável Mestre. Apontando para
ele(s) afirmo: O responsável é você. Somos todos nós.
Talvez muitos Mestres não digam que a responsabilidade da Loja seja
do Venerável, mas pensam e agem como se assim o fossem. Por
isso não acham grave faltar às Reuniões, motivo porque algumas
Lojas têm até abatido colunas.
Seria bom cada um contemplasse o ‘OLHO QUE TUDO VÊ’, a onisciência
divina, e refletisse: “Como me vê o G:.A:.D:.U:.? Um maçom
responsável, presente, participativo, fraterno, preocupado com o bom
desempenho da Maçonaria?”
O progresso na maçonaria também se consegue pelo estudo, pela pesquisa,
pela apresentação de Peças de Arquitetura. Quem assim faz
aprende sempre mais e enriquecem também os outros com seus
conhecimentos partilhados. (“A luz que tu levas para
alguém, vai iluminar-te também”). Não faz sentido Mestre que não
ensina.”
Precisamos também, fora dos nossos templos, demonstrarmos quem somos nós, através da necessária Gentileza Urbana. O bom exemplo de cidadão deve ser nossa meta.
“Dar um bom exemplo não custa nada
e tem impactos positivos. Pequenas ações fazem o dia a dia
ficar mais leve e feliz, como dizer
“bom dia”, “por favor” e “obrigado”. O cidadão que dá
bom exemplo é aquele que tem atitudes
positivas não só no trabalho e na rua, para que as pessoas vejam, mas também dentro de casa, sem esperar nenhum
elogio.
Estimular o hábito de leitura dos filhos será muito mais fácil se os
próprios pais gostarem de ler e
fizerem isso com frequência. O mesmo princípio vale para a alimentação. A
criança aprende em casa, com a
família, sobre a importância de
ingerir comida saudável, como frutas, verduras e legumes.
Pequenos gestos são contribuições importantes à coletividade
O bom exemplo de
cidadão
é aquele que também se preocupa com o meio ambiente: apaga as luzes ao sair de casa, fecha bem as torneiras e separa o
lixo para reciclagem. Ele está preocupado
com o planeta em que as pessoas viverão dentro
de anos, décadas e séculos, mesmo que não
esteja mais presente para conhecer as gerações futuras.
Ler muito, comer direito, apagar as luzes ao sair...
Isso tudo envolve ações que podem ser vistas. Mas mesmo as coisas
“invisíveis” têm efeitos positivos, como estar de bom humor e receptivo às pessoas que nos
cercam. Ser carinhoso com a mulher ou o marido,
além de fazer bem para o casal, é uma
forma de ensinar valores de gentileza aos filhos.
As crianças, aliás, só se transformarão em adultos gentis se tiverem um bom
exemplo dentro de casa, se fizerem parte de uma família na qual todos se tratam bem. O cidadão
deve ter paciência e tolerância com
seus filhos. Crianças e adolescentes
estão numa fase de descobrimento. Se forem tratados com carinho, esses jovens cidadãos
passarão adiante todas as boas lições que aprenderem.”
Zanizor Rodrigues da Silva
Referências:

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